Ontem, falando do meu paladar infantil, lembrei muito deste cachorro quente que meu pai fazia. Não é o melhor cachorro quente que eu já comi. O melhor tem sabor de adolecência e a história, mesmo que não seja longa, deixo pra outro dia.
Pois é, este cachorro quente era feito com carinho ímpar pelo meu pai, que fazia do pão à salsicha pra gente. Aqui, vou colocar a receita do molho, que é uma delícia:
Meu pai me explicou mais ou menos, pelo telefone e sem muitas medidas. Eu também fiz meio de olho e o bastante para 4 cachorros quentes. Usei dois tomates (nesta época tomate bom é artigo de luxo dificílimo de ser encontrado, os meus não estavam lá muito bons não), um pimentão pequeno vermelho e um verde
(eu não tinha o verde em casa, mas recomendo que faça com os dois, o vermelho pra dar um up na cor e o verde pra dar sabor e uma bossa no prato), uma cebola média - todos picados a juliana - água, azeite, sal, pimenta e meia colher de chá de açucar mascavo.
Numa panela funda coloque o azeite, deixe aquecer e acrescente metade da cebola picada, um tomate e meio, metade de cada um dos pimentões, a pimenta e deixe refogar até que amoleçam mexendo sempre. Depois, acrescente a água e os outros temperos, tampe a panela e deixe cozinhar por uns dez minutos ou até que os ingredientes estejam bem cozidos, desmanchado. Bata este cozido no liquidificador para que forme um caldo uniforme e volte para a panela para deixar reduzir bem. Quando o caldo estiver no ponto (bem grosso), pegue o restante dos ingredientes reservados e picados e refogue em azeite e um pouco de sal, juntando ao molho quando estiverem macios, mas crocantes.
Eu gosto de cachorro quente com pão francês e só com o molho. Pra mim, queijo, milho, batata etc, não acrescenta. Agora um pãozinho de batata feito em casa também tem seu valor. Enfim, façam cada um a gosto, mas o molho eu recomendo MUITO.
Resultado final:

Coisas que esqueci de falar: Quanto a salsicha, escolha um de boa qualidade; o meu pai fazia com aquela viena, de latinha, lembram? Ai, ai, outra memória de paladar infantil...
E, Dona Crisolda, espero até hoje (ansiosamente) a receita do seu cachorro quente assado...