Alma Zen: January 2007

Wednesday, January 31, 2007

QUASE DE VOLTA

Explicação para o título: o Amor da minha vida precisou viajar à trabalho este final de semana e eu resolvi acompanhá-lo. Depois de uma odisséia de perder avião e virmos em vôos separados (o coitado pega o vôo só hoje às quatro da tarde para chegar às onze da noite), cheguei sã e salva.


Como tinha deixado uma receitinha (daquelas de todos os dias que eu adoro fazer) na manga, resolvi postá-la hoje. Espero que gostem.


Lagarto recheado com lingüiça caipira ao molho de vinho:


Você vai precisar de uma peça de lagarto pequena (a minha tinha mais ou menos um quilo e meio), o quanto for necessário de lingüiça caipira (traduzindo: a lingüiça que minha sogra faz, mas pode usar uma boa lingüiça mineira), vinho tinto o bastante para cobrir até a metade da carne, molho de tomate, sal, pimenta, cebola e alecrim fresco.


Primeiro eu recheio o lagarto com a lingüiça (eu faço um corte no meio do lagarto, tiro a tripa da lingüiça e recheio com as carnes), depois selo muito bem a carne na panela de pressão - ATENÇÃO: selo a carne sem tempero nenhum - até estar bem dourada de todos os lados. A seguir coloco o a cebola e deixo vidrar, coloco o restante dos ingredientes e temperos, espero ferver e tampo a panela de pressão. Depois que começa a apitar, deixo por mais ou menos 40 minutos ou até que a carne fique bem macia.


Uma dica legal é não fatiar a carne logo que ela sair do fogão. Deixe-a descansar por uns minutinhos, assim o sugo fica inteiro dentro dela e ela mais macia. Faça oteste: tire qualquer carne do fogo e espete um garfo, o resultado será uma "aguinha"escorrendo. E vale principalmente para assados.


O resultado:



Só mais uma coisinha: servi com mandioca cozida e "mergulhada no molho"
Outra coisinha: para engrossar um pouco o molho depois, vale por um tiquinho de farinha de trigo.
Última coisinha: estou louca por receitas de comidas mexicanas. Depois conto o porquê.

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Monday, January 29, 2007

Empanada de frango


Dizem que as empanadas são muito populares em toda a Espanha. Nunca fui à Espanha; logo, não posso confirmar a informação. No entanto, a receita a seguir me foi passada há exatos dezessete anos pela mãe de uma amiga casada com um espanhol da Galiza. Ela, a mãe, é cearense e teve de aprender a fazer os petiscos da terra do amado para mantê-lo feliz aqui na Terra Brasilis. A massa leva fermento biológico e fica parecendo uma massinha de pão, só que mais abiscoitada e - o melhor de tudo - não precisa sovar! Eu acho muito gostoso, até mesmo sem recheio. Este, aliás, pode variar e levar os ingredientes que sua imaginação eleger. Com vocês, então, a empanada da dona Eli:

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Você vai precisar de 2 tabletes de fermento biológico, 1 lata de creme de leite, 1 colher de sopa de açúcar, um tantinho de sal, mais ou menos 800 gr de farinha de trigo (eu usei menos), 200 gramas de margarinha (eu também usei menos, talvez 150 gr), uma gema pra pincelar e - claro - o recheio de sua preferência. O meu foi de frango. Primeiro, amasse o fermento com o açúcar até formar um mingau. Vá acrescentando, alternadamente, os outros ingredientes até formar uma massa com ponto, ou seja, que não grude nas mãos. Deixe a massa descansar - pode ser no forno - por cerca de quarenta minutos. Unte uma travessa com manteiga, forre com parte da massa, coloque o recheio e cubra com a massa que sobrou. Pincele com a gema e leve ao forno moderadamente pré-aquecido até que ela fique com as bordas douradas. Como eu disse, a massa lembra a de pão, mas é mais leve. Ótima para um lanchinho e nem dá muito trabalho. Do jeito que eu gosto... Dêem uma olhada nos outros ângulos:




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Muitos micos e alguns sucessos


Micos culinários, quem não os tem? Eu sou colecionadora deles. Nesse final de semana a ordem do dia foi: cozinhar. Nossa, como meu forno trabalhou. E, claro, no meio dos sucessos, sempre têm uns escorregões. Dessa vez eu fiz o seguinte:

* Na sexta-feira, teve bolo de chocolate. Como tinha que sair correndo para o aniversário de uma amiga, deixei o bolo assado dentro do forno quente, desligado. Resultado: quando cheguei ele tinha encolhido e ficado com textura de esponja. Óbvio, né? Só eu que não sabia. However, taquei a ganache por cima e comemos assim mesmo. Só restaram três pedaços na geladeira.

* Sábado: fiz empanada de frango (receita no próximo post) e esqueci de colocar o sal na massa, olha que tonta! O jeito foi aumentar a quantidade de sal no recheio e, assim, equilibrar a burrada. Ninguém reclamou também e hoje só restavam dois pedacinhos da dita cuja.

* No sábado, também resolvi fazer alguma sobremesa, para o almoço de domingo. Escolhi uma mousse de maracujá (o Guilherme estava me pedindo há tempos). Primeiro obstáculo: não havia gelatina sem sabor na despensa (ou melhor, havia só que com a data de validade vencida há meses...). Achei, entretanto, uma caixinha de gelatina sabor maracujá e achei que talvei o efeito fosse parecido. Seria, se eu tivesse lembrado de dissolver a bichinha em água quente. Mesmo assim, a musse não fez feio, ficou com a consistência adequada, tendo como único senão a presença discreta de uns grãozinhos não dissolvidos de gelatina. Para quem quiser tentar: misture no liquidificador uma lata de leite condensado, uma lata de creme de leite, uma lata de suco concentrado de maracujá (o melhor é extrair o suco da própria fruta, mas eu não tinha e usei o de garrafa mesmo) e um pacotinho de gelatina incolor e sem sabor. Após dissolver a gelatina em água, seguindo as instruções da embalagem, coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata bem. Geladeira por algumas horas. À parte, pode-se preparar uma calda, juntando-se polpa de maracujá, 3 colheres de açúcar e suco de maracujá. O mais engraçado é que a única pessoa que sentiu a presença dos grãozinhos da gelatina fui eu. Eu tenho uma criação de ogros em casa, socorro!!!

* Domingo foi dia de lasanha. Usei dois molhos - ao sugo e branco - e ela ficou perfeita. Ufa, até que enfim.

* Moral da história: all's well that ends well!

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Friday, January 26, 2007

Bolo de milho e biscoitinhos de fécula



Ontem eu recebi duas visitas ilustres e queridas. Bebel e Inés - professoras da PUC - vieram me visitar. Eu queria - claro - fazer alguma coisa gostosinha pra oferecer no café, mas tinham que ser coisas rápidas, porque eu sou atolada, então pensei nesse bolo e nos biscoitinhos. O bolo é receita da minha mãe; os biscoitinhos da minha tia Maria, irmã mais velha do meu pai, executada com ligeiras adaptações. Ficam ótimos com um cafezinho, experimentem!

BISCOITINHOS DE FÉCULA DE BATATA

INGREDIENTES:

1 caixa de fécula de batata ( 200g)


200 g
de farinha de trigo (pode medir na própria caixa, caso você não tenha balança)

100 g
de açúcar

200g de margarina.


MODO DE PREPARO:

Misture todos os ingredientes e amasse bem. Faça rolinhos (como se fosse fazer nhoque) e vá cortando do tamanho que achar melhor. Eu passei o garfo por cima pra fazer um charminho. Coloque no forno baixo, pré-aquecido. O tempo de cozimento pode variar de acordo com o forno, mas, em geral, são vinte minutos. Os biscoitos não saem moreninhos, do contrário, ficarão duros quando esfriarem. Eles devem ficar levemente crocantes.



BOLO DE MILHO DA DONA SÔNIA

INGREDIENTES


2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
1 xícara de fubá
3 ovos (passar as gemas na peneira)
2 colheres de manteiga
2 colheres de óleo de milho
1 copo de iogurte natural
2 colheres de sopa de fermento

MODO DE PREPARO

Pré-aquecer o forno em temperatura baixa. Bater as gemas e a manteiga na batedeira até ficar um creme claro e fofo. Juntar as claras, as duas colheres de óleo, bater mais um pouco e juntar o açúcar. Continuar batendo, juntar a farinha de trigo, o iogurte e o fubá (aos poucos). Acrescentar o fermento com a batedeira em velocidade baixa. Eu usei um tabuleiro quadrado pequeno. Levar ao forno. Quando estiver dourado enfiar um palito, se sair limpo está pronto.







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Wednesday, January 24, 2007

O pão que virou bolo, que era pão, que ficou uma delícia!!!!

A receita original deste pão (que deveria ser feito em vasinhos de flores - lindo isso, não?) é da Cris do "From our home to yours" (clica aí e pega a receita AGORA) devidamente propagandeada pela Ferzoca do Chucrute.

Pessoas, eu vi a receita e o resultado em ambos os blogs e Marlene Dietrich (minha lombriga de estimação) deu saltos. A bicha gritava "Eu quero, eu quero, eu quero!!!!", sem parar e eu tive que experimentar.

Quando a massa estava lá me encarando, eu pensei: "azanguei a receita...". Juro que até senti uma lagrimazinha quase saltar do meu olho direito, mas no final deu tudo certíssimo. E aplausos para mim, pra Fer que indicou e pra Cris que ensinou.

O pão que virou bolo, mas era pão e ficou uma delícia:


O pão com um restinho do molho de cachorro quente de papi:


Agora, usando a massa base da Cris (que não precisa deixar crescer nem sovar), eu coloquei menos margarina (e da light), usei metade de farinha branca e metade integral (não sei vocês, mas para mim a integral sempre deixa um gosto residual meio forte. Alguém sabe como tirar este gosto?), coloquei duas colheres de linhaça triturada (não altera o gosto e acrecenta fibras à massa), como "recheio" usei peito de peru defumado e "cobertura" mussarela light picada em pedaços maiores. Como eu ando light, não? Outra coisa, a massa ficou mole. A Cris falou que talvez era o caso de usar menos leite, mas não se preocupem, fica bom!! Eu ia fazer numa forma de bolo inglês, mas pra dar uma bossa e ficar com cara de bolo-pão usei uma forma redonda com furo no meio...

No final eu comi com molho de cachorro quente de papi e puro. Marido comeu com azeite e alho.

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Tuesday, January 23, 2007

Saindo quentinho do forno. Capítulo 1: os biscoitos



Nesse final de semana, em meio a papers, livros e a revisão do capítulo da minha tese já iniciado (mas não terminado), rolou uma vontade de fazer coisas que eu nunca fizera, tipo navegar em mares nunca dantes navegados mesmo. Então, lá fui eu procurar receitas de pizza e biscoitos. Isso mesmo, duas coisas num mesmo dia.

Eu não sou muito boa com biscoitos. Já tentei fazer antes e sempre erro alguma coisa, quando não erro tudo... Dessa vez escolhi uma receita da Valentina e, com o coraçãozinho cheio de fé (você não sabia que pra cozinhar tem que ter fé?), mandei ver na massa. Olha, o blog da Valentina é lindo e as receitas me parecem todas ótimas, mas às vezes eu sofro pensando em como tudo aquilo é tão fácil de fazer e eu é que sou a tapada. Eu nunca fiz curso de nada, então perco muito tempo no processo de trial and error, mas até que dessa vez foram minor errors e os biscoitinhos de mel e canela ficaram até que bem bonzinhos. No dia seguinte - ou seja, ontem - o Gui já havia dado cabo de todos e estava pedindo mais.

Então, vamos à avaliação. Eu me daria um 7,0. Primeiro, como a Valentina já fala no próprio post, é preciso colocar menos manteiga na massa, do contrário fica impossível de se trabalhar com ela (a não ser que, como eu já disse, a tapação aqui seja de tamanho mega!). Eu acho que colocaria até bem menos do que as 175 gr que ela sugeriu (e eu usei Aviação, aquela preferida da chef Roberta Sudbrack). Segundo: é preciso abrir os biscoitinhos entre duas folhas de papel manteiga pra nada grudar. Terceiro, o corte precisa ser muito mais fino do que o que eu escolhi. Como a minha massa já estava um pouco mole por conta da manteiga, foi preciso abrir os biscoitos um pouco mais grossinhos, o que influenciou na crocância deles. Mais fininhos, eles teriam ficado muito mais crocantes. De resto, é só isso mesmo. Eles saem do forno cheirosos e com um ar muito apetitoso. A minha receita rendeu 52 biscoitinhos; porém, voltando à questão do corte, se tivessem ficado mais finos teriam rendido mais. Então, espero ter dado minha contribuição aqueles que, como eu, ainda são amadores nessa história de culinária. Não é errando que se aprende? Vejam as fotos agora e depois me digam o que lhes parecem:





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E amanhã: a pizza da Patrícia Scarpin.

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Cachorro Quente

Ontem, falando do meu paladar infantil, lembrei muito deste cachorro quente que meu pai fazia. Não é o melhor cachorro quente que eu já comi. O melhor tem sabor de adolecência e a história, mesmo que não seja longa, deixo pra outro dia.

Pois é, este cachorro quente era feito com carinho ímpar pelo meu pai, que fazia do pão à salsicha pra gente. Aqui, vou colocar a receita do molho, que é uma delícia:

Meu pai me explicou mais ou menos, pelo telefone e sem muitas medidas. Eu também fiz meio de olho e o bastante para 4 cachorros quentes. Usei dois tomates (nesta época tomate bom é artigo de luxo dificílimo de ser encontrado, os meus não estavam lá muito bons não), um pimentão pequeno vermelho e um verde
(eu não tinha o verde em casa, mas recomendo que faça com os dois, o vermelho pra dar um up na cor e o verde pra dar sabor e uma bossa no prato), uma cebola média - todos picados a juliana - água, azeite, sal, pimenta e meia colher de chá de açucar mascavo.

Numa panela funda coloque o azeite, deixe aquecer e acrescente metade da cebola picada, um tomate e meio, metade de cada um dos pimentões, a pimenta e deixe refogar até que amoleçam mexendo sempre. Depois, acrescente a água e os outros temperos, tampe a panela e deixe cozinhar por uns dez minutos ou até que os ingredientes estejam bem cozidos, desmanchado. Bata este cozido no liquidificador para que forme um caldo uniforme e volte para a panela para deixar reduzir bem. Quando o caldo estiver no ponto (bem grosso), pegue o restante dos ingredientes reservados e picados e refogue em azeite e um pouco de sal, juntando ao molho quando estiverem macios, mas crocantes.

Eu gosto de cachorro quente com pão francês e só com o molho. Pra mim, queijo, milho, batata etc, não acrescenta. Agora um pãozinho de batata feito em casa também tem seu valor. Enfim, façam cada um a gosto, mas o molho eu recomendo MUITO.

Resultado final:


Coisas que esqueci de falar: Quanto a salsicha, escolha um de boa qualidade; o meu pai fazia com aquela viena, de latinha, lembram? Ai, ai, outra memória de paladar infantil...

E, Dona Crisolda, espero até hoje (ansiosamente) a receita do seu cachorro quente assado...

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Monday, January 22, 2007



Um comentário da Fer me fez lembrar de algumas comidinhas que remetem à infância. Vocês têm isto com determinados sabores? Eu tenho. Não posso ver um pote de maionese aberto na geladeira que eu enfio o dedo e como pura (também há uma variação da iguaria com abacaxi que todo mundo acha uma loucura, mas que eu adoro).

E brigadeiro? Não esse brigadeiro de leite condensado, todo chique, não. Era um brigadeirão gigante de padaria feito com resto de bolo e achocolatado... No quesito doces ainda tinha geleinha de duas cores, suspiro (aquele quadradão, cor de rosa, Seu Nizan), doce de leite de pedaço de boteco, laranjinha (tem gente que chama de chupa-chupa) em formato de revólver, chiclete ploc com "tatuagem" que a gente passava água e grudava na mão, pipoca doce de saco cor de rosa, o doce de banana da tia Ozana (era só chegar na casa dela e ir direto pra geladeira, o doce estava sempre lá), leite condensado tomado direto da latinha, maria mole na casquinha com bexiga ou anel...

Ainda tinha o macarrão com extrato da tia Zenaide, a carne de puff da Dona Geni (esta história um dia eu conto e passo a receita), o frango assado, a salada de maionese da minha mãe (ótima cozinheira que não gosta de cozinhar), o pão de queijo da tia Rita (este também merece receita), piqui de qualquer jeito (com frango, no arroz, na galinhada, puro, em conserva...), tutu de feijão, tudo com guaraná Mineiro furado com prego...

Melhor parar por aqui que a boca já está aguando. E vocês? Quais são os seus sabores de infância?

A montagem foi feita com fotos pinçadas no São Google

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Saturday, January 20, 2007

A estrela principal

Agora em trajes de gala, alçado à condição de astro da mesa.

Você vai precisar de uma posta de salmão de mais ou menos um quilo. Eu temperei com alecrim, um pouquinho de sal, pimenta, um pouquinho de limão (nesse caso eu usei desidratado) e um mais um pouco de vinagre de maçã. Deixa marinando por uma meia hora. Depois disso, untei uma travessa com manteiga sem sal. Aí deitei as postas de salmão e joguei o molhinho por cima. Depois disso, cobri com requeijão (pode usar cream cheese, mas eu não tinha) e molho de tomate. Eu uso só um pouco de queijo e molho, justamente pra não tirar o gosto do astro principal, o salmão. Se usar uma quantidade exagerada você estará comendo queijo com peixe e não o contrário. O requeijão e o molho de tomate são só pra dar um toque diferente, mas não devem roubar o sabor do peixe. Então cobri tudo com papel alumínio e levei ao forno já previamente aquecido. Uns quinze minutos depois, dei uma olhada. Você deve controlar o tempo. Quando o peixe estiver com a carne rosadinha, macio e suculento é a hora de tirar do forno. Nesse meio tempo cozinhei umas batatas (não muito), salteei na manteiga e cobri com parmesão ralado e cebolinha cortada. Preparei uma salada verde com alface americana, rúcula, pepino japonês, tomatinhos cereja e salsinha picada. Olha como fica bonito:





A coadjuvante

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Depois disso tudo é só abrir uma garrafa de vinho branco seco e partir pro abraço...

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Hoje em cartaz...



...salmão. Mais tarde eu volto pra dizer a vocês como ficou e passar a receitinha.

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Dos livros de culinária


Pois é gente, aprendiz de feiticeiro - ops, de cozinheiro - que se preze deve ter lá os seus livrinhos na estante, pra dar inspiração e tirar dúvidas. Os meus, no caso, nem ficam na estante do meu micro-escritório. Ficam é na sala, em cima de uma mesa grande (os mais bonitos) e na cozinha, espalhados por cima da geladeira e do freezer (afinal, ali eles estão no seu habitat natural). Eu, que sou maluca por livros, tenho verdadeira adoração por esses, tão lindos, cheios de fotos maravilhosas, pena que são tãããããããã caros às vezes. Ainda não cheguei a ponto de comprar pela Amazon (por enquanto a prioridade são os livros do doutorado), por isso só tenho dois em inglês. Apresento a vocês, minha modesta coleção (mas ela há de crescer...)



Livros da coleção Le Cordon Bleu. Fotos maravilhosas e, claro, receitas idem.


Esse livro eu comprei para ensinar inglês às crianças cozinhando. Nunca testei nenhuma das receitas, mas parece ser ótimo (e fácil). Assim que eu experimentar, conto pra vocês.



Livros com receitas para o dia-a-dia. Meus preferidos são um da Tiça Magalhães e outro de sopas e cremes. Esses ficam na cozinha.


Cozinha vegetariana e comida mineira. Nesse último há uma receita de bolo de fubá que é dos deuses. Qualquer dia posto aqui com fotos.

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Friday, January 19, 2007

Muscle 'n beer

Carne de segunda tem o seu valor SIM!!! Além de mais magra, se bem feita, tem mais sabor.

Como estamos numa fase light, ontem eu fiz minha famosa "carne de puff". Geralmente eu seco bem mais o molho, mas o Léo curte comida beeeeeeeeeeeem molhadinha, então eu deixo um mega caldo ralo. No fim (caldo ralo, caldo encorpado), o importante é o sabor: de um tudo!!!!

Você vai precisar de meio quilo de músculo picado em pedaços bem grandes, sal, glutamato monossódico (aji-no-moto), pimenta (já falei que eu uso a bode? Então tá), uma pitadinha de canela em pó, 2 tomates maduros e firmes picados em pedaços grandes, uma cebola média picada em pedaços grandes e um pimentão também picado em pedaços grandes.

Aqueça a panela de pressão (como a minha é de teflon, eu não uso óleo nem azeite nem nada) e sele muito bem a carne. Depois de selada coloque água até cobrir a carne e coloque os temperos (sal, pimenta, glutamato e canela - só uma pitadinha pra realçar o sabor da carne, se colocar muito vai "azedar"), tampe a panela e deixe por 30 minutos a partir do momento em que a panela começar a apitar sempre em fogo baixo. Depois (verifique se a carne está bem macia, desfiando), junte o tomate, a cebola e o pimentão e deixe cozinhar com a panela destampada por mais uns 15 minutos. Se você gostar do caldo mais encorpado, pode colocar um pouco de farinha de trigo que vira quase um creme.

Eu sirvo com arroz branco ou purê de batatas.

As fotos:

Um copinho de cerveja para a cozinheira, plissssss...

Arroz branquinho que, apesar de não parecer, estava beeeeeeem soltinho...


O astro da noite, o muscle!!!!!

PS. Esta também pode ser a base de um minestrone delicioso. É fazer a carne do mosmo jeito e, além dos tomates, pimentão e cebola, acrecentar cenoura, mandioquinha e aquele macarrãozinho bem pequenininho, sabe? Aquele de sopinha de bebê. Pra uma noite fria, uma boa pedida.

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Wednesday, January 17, 2007

É festa!

Oi, pessoal. Custei, mas cheguei. Muita correria por conta do exame de qualificação do doutorado em abril, viagem pra Sumpaulo no fim de semana e, claro, por conta do evento da semana: o aniversário do Gui. Para mim foi realmente um acontecimento, pois foi a primeira vez que cozinhei para oito pessoas, da entrada à sobremesa. O cardápio foi escolha do aniversariante: penne ao molho branco, pavê e bolo de chocolate. As saladas ficaram por minha conta. Uma de folhinhas verdes, bem tenras e crocantes - rúcula e alface americana- bem simples, acompanhadas de tomates cerejas bem gostosinhos. A outra foi de farfalle com tomate seco, bem forte, encorpada e deliciosa. Tesuda, pra ser mais exata. Pra fazê-la você vai precisar de:

-300 gr de farfalle (grano duro)
-200 gr de tomates secos cortados em tirinhas
- 150 gr de azeitona azapa (pretas e grandes)
- 1 maço de rúcula
- 1/2 xícara de azeite
-1/4 de vinagre balsâmico
- 3 colheres de sopa de água
- 1 cebola roxa pequena
- pimenta do reino branca moída na hora
-sal a gosto
- 1 colher de café de orégano
- 2 colheres de sopa de salsa picadinha
- queijo provolone ralado no ralo grosso

Comece cozinhando o farfalle e escorrendo-o quando estiver al dente. Prepare o vinagrete misturando o azeite, o vinagre, água, orégano, cebola, pimenta, salsinha e o sal. Forre uma travessa com as folhas de rúcula. Por cima, deite o farfalle, misturando-o com o tomate seco, a azeitona e o molho vinagrete. Leve à geladeira por uns vinte minutos e na hora de servir espalhe o provolone por cima. Essa é pra quem gosta de sabores fortes e coloridos. Confira o resultado:


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Tilápia ao vinagrete

Mais uma receita fácil e, desta vez, bem mais light.



Você irá precisar de uma tilápia de mais ou menos 800 gramas (ou outro peixe que tenha carne firme e pouco espinho), sal, 2 limões galegos, 2 tomates firmes (que aguentem ficar no forno sem desmanchar), 1/2 pimentão verde, 1 cebola pequena, vinagre balsâmico (pode usar o branco também).

Primeiro, depois de lavar muito bem os limões, tire a casca com um ralador fino (raspinhas de limão), junte com o sal e tempere o peixe com 2/3 da mistura (para um peixe deste tamanho eu usei mais ou menos 2 colheres de chá de sal) e com o suco de um limão. Para fazer o vinagrete, depele os tomates, tire a semente e pique o mais miudinho que der. Faça o mesmo com o pimentão e a cebola, misturando tais ingredientes com o restante do sal, uma colher de chá de vinagre e com o suco do outro limão.

Recheie o peixe com 2/3 do vinagrete e cubra-o com o restante. Envolva o peixe em um papel alumínio, leve à geladeira por mais ou menos 20 minutos e ao forno médio por mais ou menos 45 minutos. Depois deste tempo de forno, descubra o peixe (retire o papel alumínio somente da parte de cima) e deixe por pelo menos mais 15 minutos.

Fica delicioso. Eu servi com batatas coradas passadas no requeijão cremoso (light, of course, afinal, acabou-se a comilança) com salsinha e uma salada colorida que marido fez (cenoura, vagem cozida, uva passa, maçã e repolho roxo).

Dá um look no prato:

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Tuesday, January 16, 2007

Jantar Completo

Primeira colaboração é sempre assustadora e muito prazerosa.

Fico muito grata pela Cris me convidar para, junto com ela, compartilhar com vocês minhas incursões (amadoras) ao mundo da culinária.

Para tanto escolhi duas receitas bem fáceis, que casam uma com a outra. Tanto dá para quando você receber amigos (porque você não vai precisar ficar horas na cozinha), quanto para um jantarzinho a dois, é aó aumentar ou diminuir a receita.

Olha só: Frango Crocante com Spaghettoni ao Roquefort



Primeiro: uma boa receita é fruto da escolha de bons ingredientes, assim, atentem na hora de comprar uma boa massa, um bom queijo etc etc etc.

Então vamos à massa:

Você vai precisar de uns 300 gramas de spaghetonni (com penne também fica tudo) cozido em água (não ponho sal nem azeite na água para cozinhar), 100 gramas de queijo roquefort (coloco também uns 50 gramas de parmesão par ficar com pedacinhos de queijo e dar uma aliviada no gosto forte do roquefort), 200 ml de creme de leite fresco e uma colerinha de chá de sumo de limão.

O molho é fácil, basta colocar o creme de leite em uma panela, acrecentar os queijos, o limão e deixar reduzir. O truque que eu uso nesta (e em quase todas as receitas de massas ao molho) é deixar a massa mais al dente e deixá-la acabar de cozinhar junto com o molho, enquanto este acaba de reduzir. Para mim, os ingredientes "casam" melhor deste jeito. O outro truque é deixar "descansar" por uns 10 minutinhos antes de servir.

(Versão mais light substituindo os queijos por sour cream light e ricota, e o creme de leite fresco por yogurt - mas não fica tão bom).

Agora ao frango:

Para cada 500 gramas de sobrecoxas de frango sem pele, você vai precisar para a marinada: 250 ml de leite, 2 dentes de alho amassados junto com sal (que é à vontade, eu ponho pouco), pimenta dedo de moça (eu uso a bode verde, mas é forte), meia chícara de café de pinga. Leve à geladeira por pelo menos 2 horas antes do preparo (quanto mais você gostar que os sabores fiquem concentrados, mais tempo deve ficar o frango na marinada) em uma vasilha com tampa.

Para o frango ficar crocante, faça uma mistura de farinha de milho (mais ou menos 1 e meia xícara de chá de farinha para 3/4 de queijo) com queijo minas curado (vale parmesão)e manjericão desidratado (1 colher de sopa rasa) e passe-o nesta mistura como se fosse empanar. Reserve o que sobrar da mistura para colocar no fundo da forma e para gratinar o frango ao final. Coloque em uma forma ou refratário os pedaços e leve ao forno em fogo baixo (180 graus),pré aquecido e sem que esteja tampado com papel alumíno (ou o frango não fica crocante). Deixe por mais ou menos 1/2 hora e vire os pedaços. Outra meia hora (veja se o frango está cozido), polvilhe o restante da mistura de farinha, aumente o fogo e deixe gratinar.

Eu sirvo com uma saladinha simples de alface com tomate.

Prepare-se para os aplausos...

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Sunday, January 07, 2007

Entrada tipo triunfal



Alma Zen: Armazém. Cozinha, armazém de sabores; alma, celeiro de sensações. Cozinhar é despertar sentimentos armazenados: cheiros da infância, sensação de saciedade que apazigua, paladares nunca dantes explorados. Esse blog é pra falar das nossas descobertas na cozinha e pra contar "causos" ao pé do fogão. Se abanque, aí. Se você gosta de experimentar e não tem medo de errar você é das nossas.



Alma Zen está no ar!!!