Alma Zen: August 2007

Monday, August 20, 2007

A saga - parte 1: a casa nova

Mudamos!!! Finalmente estamos instalados na casa nova, reformada, repaginada, rejardinada, repintada. Espero não me afastar tanto daqui porque me faz falta e pronto.

Mas hoje, especialmente, não tem receita. Tem história. A história da mudança que me fez enxergar umas coisas que me passavam batidas. Então senta que o post deverá ser do tipo "longo desabafo".

Ficamos sabendo que em breve seríamos um casal sem teto ano passado (lembra Cris, que eu te falei pelo telefone?), mas nem passava pela minha cabeça sair da casa antiga muito menos procurar casa nova. Só uma sensação de leve desamparo tomou conta, mas nada de mais.

Em maio recebemos a notificação que deveríamos desocupar a casa. Lá vou eu correr atrás de outra casa. A busca foi bem mais difícil porque ora a casa não era lá essas coisas, ora o preço era exorbitante.

A primeira vez que entrei na casa nova disse comigo mesma que o lugar era inabitável. Sujeira para todo lado, paredes carecendo pintura (pensa num verde calcinha na fachada), mato e bichos rastejantes. Devolvi as chaves, sentei na calçada e chorei.

Quando cheguei em casa o Quelido Quelido perguntou pela casa e eu disse que tinha potencial, mas só com uma boa reforma poderia ser habitável.

No dia seguinte voltei e olhei bem para a cara da bichinha. Sabe que à segunda vista ela era até simpática. Aqueles janelões verdes (verde colonial, descobri depois) eram até convidativos. Uma pintura, uma repaginada nos jardins (sim, jardinSSSS) e uma limpeza da boa poderiam fazer maravilhas. O marido que me acompanhou nesta visita também percebeu o potencial. Batemos o martelo e colocamos as mãos à obra.

Três semanas depois a monstrenga virou um palacete. Se eu não a tivesse visitado antes nunca diria ter sido um dia uma lástima em forma de casa.

A moral da primeira parte da saga é que devemos aprender a ver o belo no que parece feio e que as primeiras impressões nem sempre são verdadeiras mesmo!!!

Continua...

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Monday, August 13, 2007

Banana de rico



Antes de falar dessa sobremesa é preciso que algo se esclareça: meu marido não gosta de doces. Pelo menos não dos doces 'doces'... Explicando: é que doces pra ele devem ter como virtude a falta de açúcar. Se forem feitos com chocolate meio amargo, então... Ele come até cair. É um privilegiado que pode comer toneladas de chocolate sem engordar um grama.

Entretanto, ele abre uma honrosa exceção para essa sobremesa, a qual chama carinhosamente de 'banana de rico'. Sei que é uma receita banal, mas eu sou de opinião que algumas boas coisas da vida são feitas de uma banalidade perturbadora. Assim é a 'banana de rico' que muita gente conhece pela alcunha de 'torta de banana' mesmo. Nunca me incomodei de perguntar ao Paulinho de onde ele tirou esse nome esdrúxulo.

Para início de conversa é preciso fazer o doce de banana. Se houver bananas-nanicas que estejam de vez em casa, aí será a perfeição. O doce se faz tão somente preparando um caramelo - eu levei umas duas xícaras de chá bem cheias de açúcar ao fogo, deixei pegar uma cor marrom e coloquei duas colheres de água - e juntado-se a ele algumas bananas, oito, talvez, cortadas em três [não gosto de doce de banana em rodelinhas...]. Deixo cozinhar um pouco - sem tampar - e ponho de lado pra esfriar.

Enquanto isso, faço o creme. Dessa vez vão ao fogo uma lata de leite condensado, duas vezes a mesma medida de leite, duas gemas passadas na peneira, e duas colheres de sopa de maisena dissolvida em um pouco do leite. Pode colocar umas gotas de essência de baunilha, também. Mexeu, engrossou [se ficar grosso demais, é só juntar um pouquinho mais de leite], está pronto.

A maioria das pessoas monta o doce colocando a banana por baixo, depois o creme e coroando com um suspiro. Já eu prefiro colocar o creme, esperar esfriar, colocar o doce de banana com muito cuidado, espalhando carinhosamente e de maneira uniforme e terminando com o suspiro, fazendo um 'sanduíche' de banana. Aí levo ao forno pra dar uma cor no suspiro e pronto. Geladeira pelo máximo de tempo possível, o que no caso do meu marido transforma-se sempre numa luta inglória pra que ele não coma o doce morno mesmo...


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Sunday, August 05, 2007

Quero, necessito, preciso

Secador de salada

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Alguém aí tem um desses pra dizer se vale a pena?

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Saturday, August 04, 2007

Peixe ao molho de maracujá


Essa receita de peixe já virou figurinha fácil nos cardápios por aí. A minha não apresenta nada de novo e nem a foto ficou lá muito boa. Relevem, relevem. O molho é bom, o peixinho, apesar de modesto, ficou bem saboroso. Ótimo pra ser feito naquele dia de preguiça ou de pouca inspiração.

Atentem, portanto, para os ingredientes:

- 1 quilo de filés de congro rosa (pode ser outro tipo de peixe, mas esse aí é adorável)
- farinha de trigo para empanar
- sal e pimenta moída na hora a gosto
- 2 dentes de alho
- cheiro verde
- 2 maracujás grandes
- 1 lata de creme de leite
- 1 colher de sopa de manteiga
- óleo para fritar

Eu começo temperando os filés com o limão, alho, sal, pimenta e cheiro verde. Deixo os bichinhos descansando no molho por algum tempo (acho que, no mínimo, meia hora). Enquanto isso, vou me ocupar do molho de maracujá. Corto as frutas e bato no liquidificador - só um pouco - para que as sementes se soltem (pode guardar algumas sementinhas para colocar no molho depois e fazer uma bossa). Passo o caldo por uma peneira e reservo. Numa panela de fundo grosso, derreto a manteiga, junto o suco de maracujá, o creme de leite, sal a gosto (eu pus uma pitada só) e deixo ferver, mexendo sempre pra dar uma engrossada.

Quando os filés já descansaram o suficiente é hora de fritá-los. Antes disso, vou passando na farinha de trigo de um lado e de outro, sempre com cuidado e apertando um pouquinho. A essas alturas, o óleo na frigideira já está bem quente. Nessas horas é ótimo ter uma frigideira de fundo triplo. Vou deitando os filés nesse óleo, deixando dourar e virando com bastante cuidado. Esse peixe é de carne bastante delicada, por isso, uso sempre duas espátulas. Ficou douradinho? Hora de secá-los no papel-toalha e arrumá-los numa travessa.

Sirva os filés acompanhados do molho, salada verde e, se gostar, arroz branquinho ou integral. Fica suave e azedinho. Resumindo: uma delícia.

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